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Archive for June 2008

After Kyoto

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Hugo Coelho

Publihed in Green Pulse

Up to 190 senior officials are staking out their starting positions as talks begin in Bangkok on the first global binding treaty to address climate change.

A new U.N. treaty to fight climate change should aim to halve greenhouse gas emissions by 2050, the U.N.’s top climate change official said last week.

Yvo de Boer, head of the U.N. Climate Change Secretariat in Bonn, said that studies by the U.N. Climate Panel indicated that emissions of greenhouse gases had to peak within 10 to 15 years and halve by mid-century to avert the worst effects of global warming.

“That for me personally is the measure of success,” he told Reuters, saying the goals should be cornerstones of a broad treaty due to be agreed in Copenhagen in December 2009. “It’s not going to be easy.”

Yvo de Boer spoke the week before 190 nations’ senior officials meet at Bangkok to kick off negotiations for a new global binding treaty on climate change.

The Bangkok talks starting on April 2 aim to set out a detailed work plan leading to the new global agreement against global warming to be signed in 2009 in Copenhagen.

The new treaty will replace the Kyoto Protocols, the main provisions of which end in 2012, and is expected to bind Kyoto’s outsiders such as the United States, China and India.

Meeting for the first time since marathon talks in December on the Indonesian island of Bali, world climate negotiators will try to thrash out differences that almost derailed their last gathering.

Bali saw countries, including the United States — which never ratified the Kyoto deal — agree to launch the new negotiations. In Bangkok, nations should produce a specific plan “outlining who does what, when and why,” the UNFCCC’s spokesman, John Hay, said.

Talks in Bali fail to deliver any binding and short-term agreement on curbing emissions over opposition from the United States.

Talks had almost fallen apart amid disagreement between the United States and developing countries over who should pay the bill to curb emissions globally.

After a dramatic session in which Washington was booed for opposing demands by poor nations for the rich to do more to help them fight warming climate the US negotiators stepped back and allowed the deal to go ahead.

The final text of the conference called on developed nations to consider “quantified” emissions cuts and developing countries to consider “mitigation actions.”

The Bali meeting also agreed to launch a U.N. fund to help poor nations cope with damage from climate change such as droughts or rising seas.

In Bangkok, the crucial question of emissions will dominate negotiations, but activists warned that no agreement on the issue was likely to come out of the talks.

“There are no great breakthroughs to be expected, because the countries are wrestling for their starting positions,” said Martin Hiller, spokesman of conservation group WWF.

Angela Anderson, director of the global warming programme with the US-based Pew Environment Group, said she expected positive momentum in Bangkok, but warned that individual interests would be on the climate brokers’ minds.

“They are out of the dialogue process and into negotiating, so countries tend to lay down some stronger markers at the beginning,” she told AFP.

“You’re going to see some tough positions floated, probably some pretty serious reaction.”

Written by Ernest

June 30, 2008 at 2:10 pm

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A fachada do 6 de Maio

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Hugo Coelho, Philippe Carvalho, Tobias Spelz

Fora de Linha

10.05

No fim daestrada militar que vai das Portas de Benfica à Damaia, ergue-se um amontoado de casas cinzentas de betão. Nesta atravancada muralha há apenas uma brecha visível. A rua não tem mais de cinco metros de largo, mas está repleta de azafamados transeuntes. Um grupo de quatro rapazes aí permanece, alheios ao resto, em conversa animada. Falam crioulo caboverdiano, a língua oficial do 6 de Maio, um ghetto de imigrantes africanos na periferia de Lisboa.

Quando nos aproximamos, a conversa cessa. As atenções destes guardas de fronteira viram-se para os intrusos. Não são comuns as visitas de desconhecidos aobairro. A sua reputação desaconselha e desencoraja. O 6 de Maio é famoso por ser uma zona de tráfico de droga, onde violentas rusgas policiais fazem o enredo das suas histórias.

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Written by Ernest

June 30, 2008 at 12:17 pm

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Isto é a magia da rádio

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Hugo Coelho

Fora de Linha

11.05

Gonçalo Ventura, 27 anos tem pela frente uma missão de responsabilidade: este fim de tarde, é pela sua voz que as manobras dos jogadores do Benfica e do Vila real, em campo no Estádio do Estádio da Luz, em Lisboa, vão chegar aos ouvintes da Antena 1.

Antes do início da partida, deambula pela tribuna de imprensa, procura junto de outros jornalistas as últimas. As últimas que Alexandre Afonso, o relator, diz ao microfone e ecoam por todo os rádios do país.

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Written by Ernest

June 30, 2008 at 12:06 pm

Corações ao rubro na bancada da Antena 1

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Hugo Coelho

Fora de Linha

11.05

Quando são quase 18:30, os corações batem mais depressa na tribuna da Antena 1. Enquanto os técnicos ainda procuram a linha, Alexandre Afonso, 32 anos, relê num murmúrio final as palavras escritas. O sinal de OK e uma voz ao fundo nos headphones, dão o tiro de partida da reportagem para o bloco de notícias.

“Estamos no Estádio da Luz para acompanhar o jogo entre o Benfica e o VilaReal da quarta jornada da Liga dos Campeões” ouve-se a voz do relator nos rádios por todo o país.

“Os encarnados procuram hoje aqui na Luz levar de vencida o apelidado submarino amarelo e assim dar um passo de gigante em direcção aos oitavos de final da Liga Milionária. 50 000 são esperados na luz. 50000 com a esperança de verem o submarino ir ao fundo.” O jornalista fala em passo acelerado, gesticulando e franzindo o rosto como se esparasse ser mais convincente. Depressa o papel acaba e a improvisação toma o seu lugar. Read the rest of this entry »

Written by Ernest

June 30, 2008 at 11:54 am

O nosso homem em Pristina

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Hugo Coelho

Publicado na revista Visão ed.797

11.06.08

Título Original: Missão quase-impossível

Um oficial da GNR está incumbido de formar os polícias do país que Portugal ainda não reconheceu.

A tarefa de Fernando Bessa, no Kosovo, tem o seu quê de missão impossível e uns traços de diplomacia secreta à James Bond. O major da GNR é a guarda avançada da diplomacia nacional, no mais novo país do
mundo.

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Written by Ernest

June 30, 2008 at 11:45 am

Os militares Portugueses no Kosovo sem lei

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As pernas esticadas em cima de uma mesa de madeira, o olhar perdido não com o que vê mas com o que sonha, André Carvalhas parece um guerrilheiro do Che à entrada do quartel de Guevara.

O edifício atrás de si, em tempos um tribunal, está ocupado e marcado pela guerra. As salas de audiência e os gabinetes juízes ausentes estão cobertas de camas articuladas – que por aqui carinhosamente se chamam burros do mato -, de mobílias desfeitas e estantes desengonçadas com o peso de papeis arrumados ao calhas. As  janelas estão algumas estão partidas e outras tapadas. E nas varandas sacos de areia cobrem o aço negro de espingardas.

Cá fora, no átrio, estão estacionados meia dúzia de carros de guerra e ao seu lado soldados rendidos fazem a barba em bacias de improviso ao sol da manhã.

Apesar das aparências, reina a paz e o sossego no improvisado quartel Português na cidade mais perigosa do Kosovo: Mitrovica. Read the rest of this entry »

Written by Ernest

June 30, 2008 at 11:36 am

Juventudes criticam rumo seguido na Amadora

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Hugo Coelho
Publicado in Notícias da Amadora
23/02/2006
Os jovens da Amadora estão descontentes com o rumo do concelho. Em entrevista ao Notícias da Amadora, as juventudes partidárias desferiram críticas às opções do executivo camarário, alertaram para a ausência de espaços lúdicos e denunciaram a desertificação cultural na cidade. Por entre o coro de críticas, a Juventude Socialista (JS) foi a única voz destoante.

«A Amadora é cada vez mais um dormitório. Não há nada que fazer na cidade, especialmente para os jovens», afirma Vasco Aleixo, da Juventude Comunista Portuguesa (JCP). Não só o diagnóstico é consensual entre as jotas, mas também a vontade de contrariar o estado de coisas. Tiago Antão, recém-eleito presidente da Juventude Popular da Amadora, recusa «resignar-se a viver numa cidade em que o melhor que há são os acessos a Lisboa».
A JS demarca-se das críticas ao desempenho do executivo de Joaquim Raposo. Sandra Azevedo, membro da Comissão Política da JS, considera que «a situação no concelho tem vindo a melhorar a todos os níveis, desde a tomada de posse do actual presidente». Ainda assim, reconhece que «há muito a explorar».
A inexistência de espaços lúdicos é apontada como uma das principais carências do concelho. «Alarmante», assim a classifica Gonçalo Ferreira, membro da Juventude Social-Democrata da Amadora. Uma das razões que pode explicar esta situação é a proximidade de Lisboa. «Está tudo demasiado perto e longe ao mesmo tempo».
Sandra Azevedo considera que o problema é, sobretudo, «falta de publicidade», mas aponta o «apoio a pequenas associações» como uma forma de aumentar a oferta cultural no concelho.
Filipa Gonçalves, do Bloco de Esquerda (BE), destaca as consequências do problema. «Faltam estruturas que favoreçam a integração dos jovens e o seu fracasso acaba na delinquência».
A delinquência juvenil tornou-se uma questão recorrente na Amadora, estigmatizante das camadas desfavorecidas e minorias étnicas com grande peso relativo na população do concelho. O fenómeno é, comummente, identificado com a criminalidade e agrava a insegurança sentida pelos cidadãos. Os jovens não são excepção. «Na nossa opinião, é essencial resolver o problema da segurança na cidade porque essa é a causa de muitos outros problemas», lamentou Tiago Antão.
Apoio à habitação é uma proposta que junta JS e JSD. «Não podemos deixar a cidade envelhecer e, para isso, os jovens têm de ser incentivados e ajudados a estabelecerem-se no concelho», defendeu Gonçalo Ferreira, dos sociais-democratas.
Às portas de Lisboa, a Amadora vive cada vez mais na sombra da capital. Alheios ao pendulante movimento dos trabalhadores, de casa à capital, os jovens são os únicos que permanecem no ensombrado subúrbio. Durante o dia, vivem e dão vida à cidade. «Por isso é tão importante que se dê atenção aos seus problemas», considera Inês Gaspar, do Grupo de Jovens da Igreja Matriz.

SEPARADOS PELA IDEOLOGIA

Adversários ideológicos, no que resta, os jovens das jotas não são verdadeiramente diferentes uns dos outros nem mesmo do comum dos jovens. Da esquerda à direita, comunistas e democratas-cristãos, todos reclamam ser «jovens como os outros» e esforçam-se por destruir os preconceitos e estereótipos que recaem sobre os seus grupos.

«Não somos o partido dos ricos», defende Gonçalo Ferreira, da JSD. «Os jovens do BE não são todos urbanos, lisboetas, alternativos com ar freak. Somos verdadeiramente plurais», reclama Filipa Gonçalves.
A ideologia permanece o único ponto de separação e discórdia. «Somos como os outros jovens, apenas tomamos consciência de uma certa ideologia, o marxismo-leninismo… Não somos fechados, mas escolhemos um lado da barricada», afirma Vasco Aleixo, da JCP.
Mas a ideologia é também o elo da sua união, o que realmente os une e distingue dos outros jovens, a vontade de moldar o mundo segundo uma dada concepção de justiça e sociedade. «Um trabalho que nunca acaba», adverte Sandra Azevedo, da JS.
«Vivemos numa sociedade capitalista, mas não nos acomodamos a ela. Temos vontade de mudar o mundo de acordo com a nossa ideologia, de fundar uma sociedade diferente», diz Vasco Aleixo. «Somos liberais! Cremos no poder da sociedade para mudar as coisas e desconfiamos do poder excessivo do Estado», opõe Tiago Antão.
Esta atitude é contrária da acomodação e indiferença que grassa nos jovens dos nossostempos. Filipa Gonçalves, do BE, considera que «os jovens são hoje um pouco cordeirinhos mas, acima de tudo, egoístas e egocêntricos. Não se preocupam com os assuntos comuns».
Gonçalo Ferreira, da JSD, defende que a razão da desconfiança e distanciamento da política é conjuntural. «Nesta altura de apertar o cinto, os jovens estão cada vez mais desconfiados com a política. Por isso, também estão mais indiferentes com o que se passa à sua volta».
Sem resignação, remando contra a corrente, as juventudes prometem esforçar-se para tornar a Amadora numa cidade que atraia os jovens, para inverter um rumo que, na opinião de Gonçalo Ferreira, «a manter-se, levará a um êxodo dos jovens da cidade».

Written by Ernest

June 30, 2008 at 11:22 am